Bom dia galerinha, vim falar sobre um assunto mais polêmico ainda, que é sobre a arquitetura Bulldozer da AMD e seus derivados, o Piledriver e o Steamroller. Para quem não sabe, a arquitetura Bulldozer originou os processadores FX em 2011, a segunda e terceira geração de APUs da AMD. Os AMD FX, como muita gente sabe, surgiu para substituir a linha cara, porém eficiente, do Phenom II, aproveitando toda a linha de chipset desenvolvidos para o Phenom II e com isso desenvolveu uma arquitetura do zero para competir em pé de igualdade com a família Core da Intel.
Representação da arquitetura Bulldozer, onde mostra a arquitetura por módulos
Com essa arquitetura todos esperavam que o Core i7 da arquitetura Sandy Bridge finalmente seria batido pela linha AMD, já que o Phenom II tinha feito esse estrago anteriormente com a primeira geração dos Intel Core (leia-se Core i3, i5 e i7, baseados no Nehalem, não os Core 2 Duo/Quad/Extreme, esses já batidos tranquilamente pela linha Phenom II), Bom, com essa intenção surgiu a linha AMD FX baseado nessa nova arquitetura Bulldozer, que basicamente trabalhavam com módulos, onde cada módulo possuía dois núcleos com cache L2 compartilhado entre esses dois núcleos, e com isso surgiu o processador de uso de desktop convencional com oito núcleos físicos, compostos pelo processador de entrada FX-4100, de 3.6GHz com turbocore de até 3.8GHz, até ao processador top de linha FX-8170, esse com 3.9GHz e turbocore de 4.5GHz, conforme a tabela abaixo:
Bom, o objetivo que foi bater a linha Sandy Bridge não foi alcançado, e mesmo o processador sendo poderoso, decepcionou muita gente e foi constatado com a primeira linha FX que o Phenom II 1100T continuava sendo o processador mais poderoso da AMD (e continua sendo o mais rápido da AMD até hoje).
Em partes, o porque desse não sucesso foi a estruturação da linha Bulldozer que não foi bem estruturada, e também o tipo da arquitetura modular, onde dois núcleos fazem o trabalho de um, e o fato de que os programas e o Windows não estavam acostumados ao tipo de arquitetura dos FX, com isso, o novo Windows da época, que foi o Windows 8, foi reestruturado e otimizado na linha de processadores AMD FX, sendo assim, os FX passaram a trabalhar melhor, mas mesmo assim, perdendo para a linha Sandy Bridge e perdendo para a linha Ivy Bridge, onde a AMD fez uma reestruturação na arquitetura do Bulldozer, lançando a arquitetura Piledriver, nascendo assim a linha AMD FX Vishera.
Com essa reestruturação da arquitetura Bulldozer, que resultou na Piledriver, aumentou o potencial de overclock do processador, aumentou a quantidade de cálculos e instruções do processador, e aumentou a frequência total do processador quando nas configurações originais, tudo isso sem mexer na litografia de 32nm e sem aumentar o TDP, que era de 125W na linha mais potente, e 95W na linha de entrada, sem contar que toda a linha FX continuou com os seus multiplicadores desbloqueados para overclock, ao contrário da linha de APU e da linha Phenom II anterior, que as versões mais caras que eram desbloqueadas, denominadas de Black Edition.
Com a linha Vishera, a AMD ainda continuou sendo recordista de overclock no quesito frequência, chegando a quase 9GHz, e é o processador com a maior frequência de fábrica, chegando aos 5GHz e com TDP de 220W, requerendo uma refrigeração especial (watercooler) e um gabinete com refrigeração eficiente para não sofrer superaquecimento.
E onde a linha de APUs entra aqui? Simples, a primeira geração de APUs eram baseados na arquitetura do Phenom II, tendo sua litografia original reduzida de 45nm para 32nm e sem o cache nível II como no Phenom II, porém possui um chip Radeon integrado e com isso ganhou um novo soquete, o FM1, mas com a saída de linha da linha Phenom II, precisou ser reformulado, e com isso, veio o novo soquete FM2 e a arquitetura Piledriver pra linha de APUs, nascendo assim a linha Trinity e Richland, esse último mais poderoso na linha FM2.
Die de um processador AMD A8 3870K, adotando vídeo integrado na famosa arquitetura K10 da linha Phenom II, mais poderosa que a linha FX atual.
Die de um processador A10 da linha FM2, podendo ser tanto da linha Trinity quanto da linha Richland, mostrando a reestruturação do processador ao adotar a arquitetura Piledriver da segunda geração da linha FX
Com a adoção da arquitetura Piledriver na linha de APUs, a AMD lançou uma nova APU topo de linha, que foi a A10, com isso, excluíndo da gama de APUs a APU de três núcleos, sendo assim, a linha A4 e A6 com dois núcleos (um módulo), e a linha A8 e A10 com quatro núcleos (dois módulos), sendo assim, passando a ser uma espécie de APU FX ao invés de uma APU Athlon II como foi a primeira geração, mas assim como a APU "Athlon II", a segunda geração de APUs carece de cache L3, tendo desempenho inferior aos processadores Intel quando acionados somente em cálculos sem vídeo integrado.
Buscando melhorar o desempenho dessas APU e já oferecendo suporte à API Mantle, desenvolvida pela própria AMD para a nova geração de consoles e que foi adotada também nos desktops, a AMD lançou a terceira geração das APU. Baseado na nova arquitetura Steamroller, que é a terceira geração da arquitetura Bulldozer, com nova litografia de 28nm, que não foi extendida aos AMD FX, já que o foco da AMD é nos gráficos e na APU, a AMD lança a linha Kaveri, tendo como processador mais barato o A4 7300 e como processador topo de linha o A10 7850K Black Edition.
Minhas considerações finais sobre a linha de processadores e arquiteturas Bulldozer e baseados é de que a AMD fez um belo trabalho de marketing vendendo um processador quad core (FX-8xxx e FX-9xxx) como eight core, e que o Phenom II ainda é o processador mais violento da AMD, e que espero que a AMD volte a trabalhar com o tipo de arquitetura multithreading ao invés da arquitetura modular, já que a arquitetura multithreading se mostrou superior à arquitetura modular, mesmo a arquitetura modular sendo mais recente e otimizada nos mais novos sistemas operacionais, como Windows 8 e Windows 8.1, sendo assim, eles mostram como realmente esses processadores AMD trabalham, conforme as imagens a seguir:
Conforme a última imagem, o Windows 8 mostra o real funcionamento da arquitetura Bulldozer da AMD, sendo assim, a minha recomendação para quem tem processadores AMD dos FX para frente é de que utilizem o Windows 8 para frente, pois é o único sistema operacional que funciona sem problema algum com os processadores AMD com arquitetura modular, e que de preferência, 64bit.













Comentários